Jovens artistas, entendam: para que serve um salão de arte?

Começa a 10ª edição do Salão dos Artistas Sem Galeria, em São Paulo, cujo nome já explica para o que veio: divulgar artistas que não são representados por uma galeria – mas que pretendem o ser! Entenda como funcionam salões como esse:

Exposição de Romy Pocztaruk, na Zipper Galeria, espaço que recebe anualmente o Salão dos Artistas sem Galeria, em São Paulo (Foto: Julia Flamingo)

BÊ-A-BÁ

Participar de um salão é passo obrigatório para artistas que estão no começo de carreira e querem fazer parte do circuito das artes de uma cidade ou país. Esses circuitos são sempre muito fechados e difíceis de serem penetrados (você já deve ter percebido): como, então, apresentar seu trabalho para uma galeria? Não adianta chegar com o portfólio embaixo do braço e bater na sua porta. Os salões têm chamadas abertas para que esses artistas inscrevam suas obras e comecem a divulgar seu trabalho. Depois da escolha das peças, o salão promove uma exposição coletiva e sua divulgação: é de lá onde podem sair bons contatos e visibilidade.

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E COMO ME INSCREVO?

As chamadas são abertas e, para acompanhar esse calendário no Brasil, vale ficar de olho no Mapa das Artes e no site Editais e Afins. Eles te deixam por dentro das datas de inscrição para editais e salões e, então, te encaminham para regulamentos e informações específicas a cada um deles. Toda inscrição é feita online, depois de pagamento de uma taxa, na qual o artista envia fotos dos trabalhos, descrição, ficha técnica e outras informações relativas ao currículo. O júri é composto por curadores, críticos e pesquisadores e, além deles, alguns galeristas de olho em produções frescas também passam pela exposição coletiva, no final do processo.

PONTAPÉ NECESSÁRIO

O site Mapa das Artes é, também, o responsável por promover o Salão dos Artistas sem Galeria – o mais conhecido da capital paulistana. A exposição coletiva dos 10 selecionados (entre os 299 inscritos) acontece na Zipper Galeria, entre 15 de janeiro e 16 de fevereiro de 2019, e funciona quase como um balizador do que os jovens artistas estão produzindo no país. Dois ou três deles acabam saindo de lá com conversas com outras galerias, para possível representação. De qualquer jeito, participar desses salões é sempre um ponto positivo: eles ajudam a incrementar o currículo e o processo de inscrição obriga os artistas a exercitarem a comunicação no que concerne o seu próprio trabalho – explicar e escrever sobre a sua obra não é tarefa fácil, mas necessária!

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